Estimule a generosidade

O ser humano nasce com a habilidade de falar 15 línguas diferentes, tocar todos os instrumentos e está preparado para morar em qualquer parte do planeta. A medida que crescemos, várias habilidades são cortadas da vida e, muitas vezes, acabam atrofiando. Porém, aquelas crianças que são estimuladas a aprender, conviver e construir essas oportunidades desenvolvem melhor todos esses elementos. E o mesmo acontece com a generosidade. 

O exemplo dos pais é fundamental
Nos primeiros anos de vida, as crianças aprendem observando e repetindo o comportamento dos pais. Elas falam as palavras que estão acostumadas a ouvir, assim como os gestos e movimentos, que aprendem por repetição. A mesma coisa acontece com as atitudes que elas tomam diante de situações cotidianas. A generosidade está no respeito. Na hora de saber ouvir e falar, de saber ganhar e, principalmente, de saber perder. Todas as crianças passam por uma fase mais egoísta, em que não querem dividir brinquedos nem alimentos com as outras. Quando os pais percebem a atitude de seu filho, eles não devem reagir de modo a deixá-lo tenso ou com medo. É preciso conversar com a criança sobre o processo de compartilhamento e, claro, dar o exemplo.

Tem que ser natural
É preciso tomar cuidado para não forçar essa solidariedade apenas em momentos que parecem oportunos. Claro que qualquer chance de ajudar o próximo deve ser incentivada, mas é preciso entender que essas ações devem estar presentes no dia a dia. A questão da generosidade deve ser vivenciada pela criança e por sua família todos os dias. Não adianta cobrar das crianças uma atitude de um dia para o outro - a generosidade deve funcionar como uma evolução. A família deve ser paciente e ir no ritmo da criança até que ela entenda que esse é o melhor caminho. 

Uma técnica que funciona muito bem é o reforço positivo: quando seu filho agir de forma altruísta por iniciativa própria, você deve parabenizá-lo e mostrar a ele como aquela atitude foi incrível. :)

Fonte: Revista Crescer 



Postado em 06/11/2015 às 08:24:32

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Picolés de Frutas

Com as temperaturas do nosso país tropical sempre subindo e descendo, não é preciso esperar pelo verão para tomar um delicioso picolé, não é?
Selecionamos algumas receitas que você pode fazer em casa, com frutas e iogurte, deliciosamente saudáveis! Nhamy!

> Picolé divertido de Banana
2 bananas firmes e maduras
1 pote de iogurte natural
3 castanhas de caju ou do Pará ou 10 amêndoas (trituradas como se fosse farofa)
Palitos grandes
Coloque o palito nas bananas passe-as primeiro no iogurte, e depois na farofa de castanhas. Embrulhe cada banana no papel manteiga, mas não aperte muito e leve ao congelador por 4 a 5 horas. Dependendo da idade da criança você pode fazer com pedaços menores de banana para facilitar o consumo.

> Picolé de iogurte com frutas
1 pote de iogurte natural desnatado (de 170 a 200g)
12 morangos frescos ou 16 amoras ou 16 framboesas
Leve o iogurte e as frutas no freezer e deixe lá até estarem congelados. Caso queira um picolé com pedaços de frutas, separe uns 4 morangos/amoras/framboesas. Tire-os do freezer e bata no liquidificador até formar um creme homogêneo. Misture as frutas cortadas que deixou separadas, se assim quiser. Volte com esse creme no congelador já nas forminhas especificas de sorvete, e coloque o palito no meio. Quando estiver congelado, já pode ser servido.

> Picolé de abacate
1 abacate maduro
Leite de coco
Açúcar (opcional)
Corte o abacate e coloque no liquidificador ou mixer. Vá batendo e adicionando o leite de coco até ficar cremoso, mas não líquido. Adicione o açúcar a gosto, se necessário. Coloque em forminhas de picolé e leve ao congelador até congelar.

> Picolé de manga
2 mangas bem maduras
1/2 colher (sobremesa) de raspas de casca de laranja ou tangerina
Um pouco de água (para o caso da manga ter pouco sumo)
Descasque e retire toda a polpa da manga, espremendo inclusive o caroço. Bata no liquidificador ou mixer até virar um suco bem espesso, adicionando a água se necessário. Depois de pronto, misture 1/2 colher de sobremesa de raspa de laranja, tampe o recipiente e leve ao freezer por 1 hora. Então, retire do freezer e bata novamente. Repita esse procedimento por pelo menos mais três vezes e depois despeje nas forminhas de picolé, em quantidade adequada para a idade do seu filho.

> Picolé de Figo
80 ml de água de coco
3 figos maduros
Retire apenas o miolo (polpa) dos figos e bata com a água de coco. Passe pelo coador. Congele o suco que se formou em saquinhos próprios para sacolé ou formas de sorvete. Coloque no freezer até ficarem congelados.

> Picolé Romeu e Julieta
2 goiabas vermelhas maduras (descascadas e cozidas)
800 ml do leite do seu filho
Bater a goiaba no mixer com o leite. Coloque em forminhas de picolé ou em saquinhos próprios para sacolé. 

> Picolé de frutas
3 laranjas
4 morangos
1 kiwi
Prepare um suco com as laranjas. Corte os kiwis e os morangos em pedaços – se quiser deixar mais divertido, faça em formatos como coração ou estrela. Distribua os pedaços de morango e kiwi nas forminhas de picolé. Complete com suco de laranja e coloque os palitinhos. Leve ao freezer até ficar congelado.

> Picolé de iogurte com banana e morango
1 pote de iogurte natural
6 morangos
5 bananas
Bater tudo no liquidificador, até ficar cremoso. Arrumar em formas para picolé e esperar gelar por 4 horas. 

> Picolé de sorvete com kiwi
Suco de 1/4 de melancia
1 kiwi em rodelas
Coloque em forminhas para picolé o suco de melancia até a metade. Dentro, vá arrumando rodelas de kiwi. Complete com o suco e deixe gelar por 4 horas no congelador ou freezer.



Postado em 30/10/2015 às 08:27:09

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Coleção Alto Verão 2015/2016

Imaginação a gente inventa na beira do mar.

Sorvete escorre entre os dedos.
Vento faz folia com os cabelos.
Ondas fazem carinho nos pés.
São mares que vem para o bem.

Areia também toma forma.
E cada concha é um tesouro. 
Tão precioso quanto a estrela do mar, 
deitadinha ali no sol.

Tem vida por todo o lado e o calor vai se pondo, 
doce, como caramelo no céu.
Aquece até o coração.
Acabou mais um dia perfeito de verão.

Com roupas lindas, confortáveis, coloridas e cheias de vida e estilo, a 
Coleção Alto Verão 2015/2016 da Kiko & Kika acabou de chegar!

Vem ver o lookbook!

Postado em 29/10/2015 às 08:45:46

Comentários

  • Eveline da Cunha em: 29/10/2015 ás 11:00:32 disse:
    Apaixonada pela coleção...e Minha princesinha arrasou nas fotos..
  • Kiko & Kika em: 19/05/2016 ás 16:38:08 disse:
    Olá, Eveline! Obrigada pelo comentário. A coleção ficou uma fofura mesmo, e os nossos modelinhos arrasaram :)
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Bonecos pra vestir e monstrinhos pra montar

À procura de algo para manter as mãozinhas das crianças ocupadas? Que tal fazer bonecos de papel? Esta é uma brincadeira que tem divertido adultos e crianças há mais de meio século e, por ser um brinquedo bidimensional, exige que a criança se utilize mais da imaginação do que com os brinquedos tridimensionais.

Aqui separamos moldes pra que você possa fazer seus bonecos de papel personalizados. Tudo o que você precisa é uma tesoura, cola e muita imaginação. Dá pra colorir como quiser, e ainda adicionar glitter, lantejoulas e mini botões. Para que elas fiquem mais firmes, é só colar o bonequinho em um papel mais grosso, como o da caixinha de cereal, por exemplo.

Se quiser variar um pouquinho, dá pra trocar os bonecos de papel por monstrinhos de papel. Com chifres, braços, pernas, olhos, corpos e bocas, dá pra se divertir de montão. E esses monstros também podem fazer a diversão da sua próxima festa de aniversário! É só imprimir os moldes aqui, cortar um monte de peças e distribuir para os convidados. :)

Fontes: Kids Activities Blog e Some What Simple.



Postado em 22/10/2015 às 17:14:31

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Brincadeiras sensoriais para bebês

Você já ouviu falar em Montessori? Este é um método criado por uma educadora chamada Maria Montessori, que mudou os rumos da educação tradicional. O método leva em consideração as fases de desenvolvimento infantil e as diferenças individuais, preocupando-se com o corpo e o espírito da criança e com sua adaptação à vida.

Abaixo listamos algumas brincadeiras sensoriais para você aplicar o método com o seu bebê. 

1. Descoberta Sensorial com Gel
Basta colocar gel num saco plástico, misturar alguns objetos coloridos ou interessantes (como olhinhos, ou lantejoulas, por exemplo), e colocar o bebê para interagir. Você também pode colar o saco plástico na parede, para estimular o bebê a andar.

2. Observar a natureza
Uma forma bem mais simples de brincar, que não requer nenhum tipo de material, é simplesmente garantir que os bebês tenham contato com a natureza. Mãos nas pedrinhas, mãos nas folhas, sentir o vento, ouvir os pássaros. Tudo isso é aprendizagem. 

3. Brincar nas poças de chuva
Outra brincadeira que envolve a natureza é simplesmente deixar as crianças brincarem com a chuva. Aproveitar as poças e pular, é um exemplo.

4. Colar e descolar pompom no papel contact
Para esta brincadeira, você também pode prender o contact na parede, para que o bebê tenha que se levantar para brincar. Depois, dê ao bebê algumas bolas de algodão e deixe-o colar e descolar do contact.

5. Colar e descolar post-it
Você pode encher um espaço, no chão, na mesa ou em alguma cadeira, com diversos post-its e a criança é estimulada a colar e descolar cada um deles, exercitando o movimento de pinça, onde o indicador e o polegar são usados para pegar os objetos.

6. Brincar com algodão e um pote
Outra coisa que você pode fazer é deixar o bebê explorar alguns materiais. Sempre com supervisão para não deixá-lo engolir o que não deve. Nesta fase já dá para começar a falar “isso na boca não. Não é comida.” Um material simples de ter em casa e bom de explorar é o algodão. Em um primeiro momento, você pode dar apenas bolas de algodão e um pote vazio para ele brincar

7. Brincar com algodão molhado
Melhore a brincadeira do algodão colocando água no pote. As sensações serão completamente diferentes.

8. Explorar uma “Caixa de Arroz”
Outra brincadeira interessante é encher uma caixa com arroz e colocar brinquedos dentro dela, para a criança brincar. Fique sempre por perto para que ela não leve os objetos e o arroz à boca. Se acontecer, (porque ela precisa usar a boca como parte do processo dela de entendimento de que objeto é esse), o que deve acontecer é que ela simplesmente não vai gostar e não vai colocar mais. E se engolir um ou outro grão, não tem problema porque é apenas arroz. Lógico que não é para a criança deixar o arroz cru do pote virar uma refeição! É hora de explicar que certas coisas não devem ficar indo a boca.

9. Mexer com Areia
Explorar a areia, seja da pracinha, seja um ambiente que tenha areia comestível, também é muito bom!

10. Mexer com Massinha
Por último, uma brincadeira que faz muito sucesso com as crianças é mexer com massinha! Aqui tem um vídeo explicando como fazer massinha caseira comestível.

Fonte: Tempo Junto



Postado em 09/10/2015 às 09:03:25

Comentários

  • Kiko & Kika em: 19/05/2016 ás 16:35:12 disse:
    Olá, Antonio! Obrigada pelo seu comentário. Ficamos felizes de saber que você acompanha nosso blog :D
  • Antonio Carlos Silva em: 26/10/2015 ás 22:20:29 disse:
    PARABENS; Vejo sua empresa muito bem estruturada, e com uma assessoria invejável.
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Sexta-feira das fábulas e histórias

A importância da leitura para as crianças vai muito além do estímulo à imaginação. Ela contribui para o desenvolvimento da linguagem falada, facilita a aprendizagem da escrita, fortalece os laços entre pais e filhos, contribui para o desenvolvimento emocional e estimula a curiosidade, a criatividade e o interesse em conhecer novos livros e o mundo.

Para te ajudar nessa tarefa deliciosa, selecionamos quatro historinhas para você ler com os seus filhos. *-*

- A menina e o sapo
  (Marcia Paganini Cavéquia)

Nina, menina airosa, formosa como ela só.
Bonito era ver Nina correr.
Ora corria rápido, feito tufão, ora devagar, parecendo brisa.

Nina corria pelo jardim.
Nina caía no gramado.
Nina fazia folia. E ria.

À noite, cansada das travessuras do dia, a menina dormia.

Certa vez, enquanto passeava pelo jardim, Nina viu um sapo.
Sapo também viu Nina.
"Será que, se Nina beijar o sapo, sapo vira príncipe?"
Nina não sabia, mas ficava imaginando como isso seria.

Nina beijou o sapo.
Sapo continuou sapo.
Não virou príncipe.
Mas se apaixonou por Nina.

Agora, onde Nina está, lá se vê o sapo apaixonado suspirando pela menina.

Na cabeça do sapo, Nina é uma princesa-sapa, transformada em menina por uma terrível feiticeira.


- Se é assim, assim será?
  (Silvinha Meirelles)

Tudo era bem normal lá em Santantônio da Lamparina.

As crianças iam para a escola enquanto os pais trabalhavam. Todos riam, se divertiam e às vezes ficavam bem tristes também. Tomavam banho, soltavam pum e tinham coceira no pé, como toda gente em qualquer parte.

Só tinha um detalhe, mínimo, insignificante, que deixava tudo com cara de esquisito e diferente: lá, o dia era escuro como a noite, e quando era noite era noite também.

Os moradores estavam acostumados. Viviam à sombra da Lua, estudavam à luz de abajur, sabiam brincadeiras de escuro: gato-mia, cabra-cega, detetive...

Os mais velhos diziam que lá sempre foi assim e que, se é assim, assim será até o fim. Sentiam-se cansados de imaginar como seria viver num lugar claro e diferente. Os mais jovens sonhavam e diziam que conhecer o Sol era o maior desejo que tinham no mundo, no universo. Um desejo infinito.

Por que ninguém pensava em se mudar dali? Porque lá havia o mais lindo luar e o mais delicioso banho de mar e um povo com um sonho em comum. Às vezes, coisas assim são suficientes para nos fazer ficar.

Num dia noite, chegou um, chegaram dois e mais três ou cinco equilibristas. Era uma família de artistas! Enquanto uns tocavam, os outros faziam lances incríveis, coisa de especialista!

Há muito tempo o vilarejo não recebia visita tão animada. Os equilibristas estavam acostumados a se apresentar até o Sol raiar e estranharam: já se sentiam cansados e nada de o dia clarear.
- O Sol não vai aparecer?

E foi assim que souberam que em Santantônio da Lamparina o dia era tão escuro como a noite e que já estavam acordados fazia dois dias e meio.

- Daí o nome da cidade?
- Daí o nome.
- Mas por que é assim?
- Diz meu avô que o avô dele dizia que o seu tataravô ensinou que é assim porque sempre foi assim e assim será até o fim!

Os artistas acharam aquela explicação meio fraquinha, de quem já cansou de procurar solução. Avisaram que por cinco dias escuros e quatro noites noites treinariam um novo número exclusivo e então voltariam para o espetáculo de despedida!

Voltaram. Voltaram com o número mais arriscado e sensacional de equilíbrio, coragem e precisão já visto em toda a história da humanidade!

Precisaram de muita concentração. Foram subindo, um sobre o outro e sobre o outro e sobre o outro e sobre outro ainda... Até que o menino equilibrista mais levinho e muito craque, com o braço bem esticado, atingiu o céu. Com a ponta do dedo fez um picote. Um pequeno rasgo no céu, por onde passou um facho de luz.

Era mínimo, mas suficiente para iluminar de alegria e expectativa cada santantonio- lamparinense. Podiam saber como era o Sol, a luz e o calor que vinham do céu.

Devagar o rasgo foi aumentando, sozinho, como furo de meia velha, que vai crescendo até virar um rombo...

E um dia, Santantônio da Lamparina amanheceu toda e completamente iluminada! Os moradores, que nem tinham venezianas e cortinas, acordaram sobressaltados com tanta luz. Festejaram até o Sol raiar outra vez. Até hoje, não se cansam de ver o Sol nascer e depois o Sol se pôr e de novo o Sol nascer e mais uma vez o Sol se pôr. Acham graça, agradecidos.


- Para contar estrelas
  (Dieter Mandarin)

- Pai, como é que a gente conta estrelas do céu? Perguntou Lelê. O pai, baixando o jornal, foi logo fazendo pose de explicação.
- Bem, existem equipamentos especiais para isso. Eles tiram fotos do céu e fazem medições. E tem o Hubble, que é o bambambã dos telescópios! Mas só os cientistas podem usá-lo. Então, cada um conta com o que tem à mão.
- Ah! Disse Lelê com admiração, mesmo sem ter entendido muito bem (ele ainda estava no segundo ano).

A mãe o chamou na cozinha para um lanche. Ele se sentou à mesa pensando ainda no que o pai tinha dito. Decidiu perguntar para ela também.
- Isso seu pai deve saber. Por que não pergunta para ele?
- Já perguntei. Ele falou várias coisas, mas não entendi direito: o que cada um tem nas mãos e...
- Ora, nas mãos a gente tem dedos! Por que você não conta nos dedos?, disse a mãe, que era bem mais esperta que o pai nos assuntos práticos.
- Hum..., pensou Lelê. Assim eu sei! E foi logo devorando o sanduíche.

Uns minutinhos depois, Lelê já estava no quintal. Olhava para o alto, bem fundo no céu de estrelas. Para começar, mirou a mais brilhante e passou a contar em voz alta: Um... Dois... Três..., recolhendo um dedo de cada vez. Chegou até dez. Olhou para as mãos, olhou para o céu. Suspirou. O problema é que ele tinha só dez dedos, e o céu tinha muito mais estrelas. Desanimado, sentou-se na varanda, apoiando o queixo nas mãos.

Sua avó, que sempre observava tudo bem quietinha, foi lá falar com ele.
- O que foi, filho?
- Nada...
- Hum. Sabe, eu conheço um jeito de fazer caber todas as estrelas na mão, de uma só vez.

Lelê olhou desconfiado, mas ficou atento, esperando o resto da história.
- Está vendo as estrelas lá em cima? São tão pequenininhas, não é mesmo? Pois então. Basta você olhar bem para elas, como se fossem grãozinhos de areia. Daí você passa a mão, assim, por todo o céu, como se estivesse varrendo, e fecha de uma vez no final! Depois, chacoalha bem e põe em cima do coração, pegando emprestado um pouco da luz delas.

Ela deu então uma piscadela e foi se levantando para entrar em casa.
Lelê percebeu uma emoção estranha no peito, sentiu uma saudade imensa da avó, queria que ela morasse com ele para sempre. Desde então, sempre que tinha vontade, Lelê contava todas as estrelas do céu. E num punhado só.

- O amigo de Juliana
  (Eva Furnari)

Juliana tinha um amigo chamado Fungo. Ele morava na casa de bonecas e conseguia até ajeitar-se bem nas pequenas cadeiras e na caminha azul, apesar de ser mais gordo que elas. Fungo era talentoso. Escrevia poemas, histórias e desejava ser um grande escritor, porém sentia falta de um mestre. Juliana, definitivamente, não podia ser esse mestre, pois  aprendera a escrever havia pouco tempo. Além do mais, ultimamente a amizade deles andava estremecida, porque Juliana dava mais atenção às bonecas que a ele.

Fungo não entendia qual era a graça que ela via naquelas bonecas mudas, sem cultura e sem  sentimentos. Fungo suspeitava que fossem mesmo burras, principalmente aquele boneco Tob, que parecia uma montanha de músculos inúteis, pois nem se trocar sozinho ele sabia. Era uma dependência total, um vexame, e Juliana é que precisava trocá-lo toda vez.

Numa certa madrugada, em que Fungo estava sem sono, viu jogado no chão o caderno de Juliana com uma redação assim:

"Minha familha
Minha familha é legal. Meu pai 
chama alfredo e minha mãe 
chama Denize. Eu tenho 6 ano."

Fungo leu e achou pobre, mal escrito, com cinco erros de português, além da falta de estilo. Num ato de ousadia arrancou a página e reescreveu a redação do jeito que ele achava que ficava melhor:

"Minha Família.
Minha Família, com muito orgulho, é a mais linda que existe. 
Meu pai, de nome Alfungo, é bonito, forte, tem orelhas pontudas, dentes 
enormes, belíssimos cabelos verdes e faz um lindo par com minha mãe, Fenize,
que apesar do rabo curto, é tão incrivelmente peluda, que tem pelos até nos coto-
velos e na ponta do nariz. Eu ainda sou jovem, tenho apenas 190 anos."

Fungo foi dormir orgulhosíssimo de sua redação, feliz com a chance de receber comentários da professora de Português de Juliana, essa, sim, uma verdadeira mestra.

No dia seguinte, a amiga voltou furiosa da escola e proibiu Fungo de escrever uma linha que fosse em seus cadernos, pois os colegas da classe tinham achado que ela estava maluca por escrever tais bobagens. Chateado, Fungo recolheu-se à sua casinha e esperou anoitecer.

Quando Juliana finalmente adormeceu, ele foi silenciosamente até a mochila, apanhou o caderno da menina e leu o comentário da professora:

"Redação muito criativa, cheia de imaginação e bem escrita, precisa apenas caprichar mais na letra. Nota dez."

Fungo adorou, achou o máximo e pensou até em entrar para a escola. Claro, só quando a Juliana se acalmasse. Talvez pudesse ficar na classe dentro da mochila, já que os adultos com certeza não iriam entender um monstro culto como ele querendo assistir aula. 



Postado em 02/10/2015 às 08:16:29

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Uma cozinha para a casa de bonecas

Brincar com casinhas de bonecas é uma coisa que todas as meninas (e os meninos) gostam, né? E ter uma delas no quarto dos pequenos é bem mais fácil do que você pensa. Com um nicho quadrado, dá pra fazer uma super fofa, como essa casinha aqui, e com uma gaveta (sim, uma gaveta!), dá pra por em prática essa ideia criativa aqui.

E os móveis? Você pode até não ter talento pra marcenaria, mas quem disse que isso é um problema? Para montar os da cozinha, por exemplo, você não precisa de pregos ou parafusos, uma impressora simples já é o suficiente! Também é preciso uma tesoura sem ponta e cola.

Primeiro imprima aqui os móveis da cozinha.

Corte o contorno de cada um, dobre nas linhas pontilhadas, cole os locais indicados e pronto.   :)

Você também pode complementar a decoração com tapetinhos de papel, cortinas, desenhos que imitam quadros de parede, toalha para a mesa, flores

Fonte: Madame Citron



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Postado em 25/09/2015 às 08:11:45

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Chocolate Quentinho

Tá friozinho? O dia tá bonito? Não para de chover? Vai fazer um piquenique? Os pequenos vão ficar o dia todo dentro de casa? Amanhã começa o verão? É o primeiro dia do outono? As férias chegaram?

Sabe o que combina com todas essas situações? Um chocolate cremoso bem quentinho! o/

Selecionamos uma receita super fácil e rápida de fazer. Você só vai precisar de:

2 xícaras de leite
1  colher (sopa) de amido de milho
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
200 g de creme de leite

Primeiro bata todos os ingredientes no liquidificador, menos o creme de leite. Depois, em uma panela em fogo médio, misture até ferver. Acrescente o creme de leite e misture até incorporar.

Agora é só servir! <3

Fonte: Mixidão



Postado em 18/09/2015 às 08:03:42

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Uma foca pra lançar argolas

Crianças são muito diferentes uma das outras. Isso é um fato. Mas certas atitudes e hábitos todas elas tem. Parece até que frequentam o mesmo cursinho de manias durante as fases do crescimento.

Um desses costumes que o seu pequeno certamente irá cultivar no futuro, se é que já não cultiva, é o de arremessar as coisas. É só perceberem que estão com um objeto nas mãos para jogá-lo longe. Ver o papai e a mamãe juntando e devolvendo, juntando e devolvendo, juntando e devolvendo, mil vezes o seu brinquedo voador, torna-se um festival da alegria.

Que tal aproveitar essa vontade de ver as coisas nos ares pra fazer um novo joguinho?

Você vai precisar:

- imprimir o molde do brinquedo em um papel mais firme;
- uma tesoura sem ponta;
- e cola.

Primeiro recorte todas as partes do brinquedo, dobre os locais indicados e comece a colar. É só seguir as instruções na imagem abaixo.

E boa pontaria!

Fonte: Creative Park



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Postado em 11/09/2015 às 08:41:06

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Como lidar com o autoritarismo das crianças

Pequenos príncipes e princesas: é assim que muitas vezes os pais chamam carinhosamente os filhos. Até aí, tudo bem, o problema começa quando os filhos incorporam os papéis da "realeza", assumindo um comportamento autoritário. Para evitar que isso aconteça, é preciso estabelecer rotinas, limites e ensinar os filhos a esperar a hora certa para serem atendidos.

A partir de qual idade deve-se começar a educar o filho para que ele não se torne autoritário? 
Esse ensinamento começa nos primeiros meses de vida. É normal que as mães, ao ver o bebê chorando, queiram se apressar para satisfazer imediatamente seus desejos ou necessidades, mas elas devem aprender que há uma hora certa para tudo. Do contrário esse bebê poderá crescer inseguro de não ser atendido nunca ou egocêntrico a ponto de se achar a preferência do mundo. 

Crianças muito pequenas precisam de regras e limites?
Sim. Limites e regras devem ser estabelecidos desde cedo, respeitando a idade e o entendimento da criança. Os pais não devem se culpar em impor limites. Os limites são elementos organizadores. Mas é importante estar atento para que eles sejam claros, coerentes e aplicados com constância. 

Como estabelecer regras e limites para crianças pequenas?
Os limites e as cobranças devem respeitar a maturidade da criança. A maioria dos pais, intuitivamente, sabe quando o filho está maduro para aprender algo novo. Esta percepção algumas vezes fica afetada quando os pais sofrem pressões sociais para adequar seus filhos a um determinado padrão, forçando adaptações prematuras. O Importante é que os pais sempre valorizem suas próprias sensações a respeito do quando e quanto exigir de seus filhos.

Como evitar que os filhos se tornem autoritários, mas sem correr o risco de se tornarem submissos?
Tudo depende de como os pais exercem sua própria autoridade. Pais que não impõem limites podem criar filhos mandões e autoritários. Por outro lado, pais excessivamente repressores podem gerar filhos obedientes, mas que obedecem por medo e não por respeito. A autoridade saudável é aquela exercida com constância, impondo limites e ao mesmo tempo dando segurança às crianças.

Crianças autoritárias podem se tornar agressivas?
Sim. Crianças que não são ensinadas a esperar e que não aprendem a obedecer regras e limites são também crianças mais sensíveis às frustrações. E, quando frustradas, podem reagir negativamente, muitas vezes de forma agressiva, fazendo escândalos ou tendo ataques de birra. É importante que os pais sejam firmes na aplicação dos limites e regras, mostrando que os filhos podem superar as frustrações, isso só os ajudará a se fortalecer e a ter uma visão mais realística de si, ou seja, a conhecer melhor suas capacidades e também suas limitações.

Fonte: Educar para Crescer



Postado em 04/09/2015 às 09:11:25

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